Há uns dias, participei de mais uma experiência turístico-garstronômica bem legal para quem quer conhecer restaurantes que sejam frequentados por locais e que não constem em guias de viagem. A proposta do Parrilla Tour é bem essa.
A palavra parrilla aqui significa duas coisas: a própria churrasqueira e também os restaurantes especializados em carnes. E aí, gente amiga, você pode ter desde a mais simples parrilla que vende um choripán baratinho até as mais famosas, bem decoradas e caras. No quesito parrilla-boteco, é difícil para um turista saber se ali se come bem ou não, se o lugar não tiver sido previamente recomendado por um amigo local.
Daí que, turistando, para não arriscar, acabamos só conhecendo as parrillas mais turísticas mesmo. Nada contra, aliás, recomendo muitas delas aqui. Mas, ah, é legal também provar uma carne honesta em um lugarzinho simples, daqueles com guardanapo de papel né? Eu não sei vocês, mas o meu marido por exemplo, fica feliz da vida quando vai em um lugar assim.
****Atenção: não vou revelar aqui os nomes nem os endereços dos lugares que visitamos. Primeiro porque não me lembro mesmo (afinal alguns nem nome tinham) e segundo, porque aí perde a graça né?
Primeiro fomos a uma parrillita atendida pelo próprio dono, um daqueles lugares que tem camisetas de time de futebol penduradas e com a parede meio que descascando. Mas que o aroma maravilhoso de carninha assando dava ao lugar um charme especial, ah dava.
Lá, comemos um belo choripán, acompanhado de um chimichurri caserito.
E seguimos, caminhando pelas ruas calminhas de um bairro super residencial, até a próxima parada.
Hummmm. Uma das melhores empanadas de carne que já provei!
O bom é ir caminhando, entre um lugar e outro e já ir digerindo a comilança aos poucos.
O ponto alto foi uma parrilla secreta. Que não tem nome, nem tem placa do lado de fora. Literalmente, você toca a campainha para ser atendido e chegando lá, surpresa: o lugar está lotado de fregueses locais, fazendo uma boquinha na hora do almoço, acompanhando as notícias na tv, batendo papo com o parrillero. Bem boteco. Só que argentino.
Para encerrar, mágica pura! Um sorvetinho delicioso em uma heladeria super desconhecida, que não tem nada a ver com as grandes redes mais conhecidas e que faz um sorvete mais artesanal com sabores gourmet como Nutella com frutas vermelhas e sabores interessantes como Twix, Oreo e Kinder Ovo, acreditam?









Mari, AMEI, to vendo que vou fazer esse tour… Dia desses tava com uma vontade ridicula de comer carne ahaha. Beso.
Olá, Mariana.
Aproveitando que seu blog é visitado por turistas brasileiros, deixo um aviso sobre FURTO NO METRÔ DE BUENOS AIRES. Todos estão carecas de saber que é necessário tomar cuidado com pertences no bolso da calça ou bermuda. Mas hoje, 15 de setembro de 2012, tive meu iPhone furtado após um golpe inusitado e, aparentemente, novo. Não custa eu descrever o golpe aqui e em outros blogs para deixar os turistas ainda mais atentos.
Entrei na linha verde pela estação Scalabrini Ortiz junto com minha esposa, em direção ao centro. Já avisados sobre os furtos no metrô, minha esposa se acostumou a manter uma mão agarrada à bolsa, enquanto eu colocava a carteira e o celular nos bolsos da frente da calça. De vez em quando eu ainda colocava as mãos nos bolsos, para conferir se estava tudo OK.
Com o trem em movimento e nós dois em pé naquele local aberto que fica entre as portas, um cara que estava ao nosso lado começou a gemer e, em seguida, vomitar. Primeiro, o vômito foi curto, o que já foi suficiente para causar um alvoroço no trem, que estava razoavelmente lotado (eu diria que a lotação estava em 60 ou 70% da capacidade). Depois, veio uma jorrada forte, o que aumentou o tumulto de pessoas jogando-se umas sobre as outras. Eu, por exemplo, quase empurrei um senhor idoso ao chão. Logo na estação seguinte, o cara do vômito desceu, deixando como rastro um vômito puramente líquido e sem fedor.
Apesar do susto, minha esposa e eu permanecemos no trem, pois planejávamos descer na última estação (Catedral). Mas depois de um tempo, ela por acaso notou que um de meus bolsos estava vazio. Imediatamente abortamos o passeio e descemos na estação seguinte (Callao), de modo a pegar o trem da direção oposta e retornarmos ao apartamento alugado, em Palermo. Afinal, era necessário entrar na internet para cancelar tudo quanto é senha, contatar a operadora, etc.
A primeira conclusão é óbvia: todo cuidado é pouco. Porém, o interessante da história é o fato de eu já ser extremamente cuidadoso. Meu celular ficava “enterrado” no bolso frontal da calça, que é daqueles mais profundos. Além disto, a capinha dele era emborrachada, de modo que eu mesmo tinha dificuldade de tirá-lo do bolso sem que o tecido interno virasse do avesso. Portanto, ATENÇÃO: é incrível a habilidade de os trombadinhas meterem a mão no bolso alheio sem serem percebidos, principalmente em situações de rebuliço. Eu já achava que carregar os pertences ao alcance dos olhos seria suficiente. Agora, estudo a possibilidade de andar com o celular dentro da cueca!
Depois de refletirmos sobre o acontecido, eu e minha esposa desconfiamos da coincidência entre o vômito e o furto. Afinal, o cara deu o primeiro vômito ao lado da porta. Depois, para dar sua segunda vomitada, o cara se afastou da porta e jorrou bem no meio do trem, meio que mirando nos pés das pessoas. Além disto, o vômito era puramente líquido e sem fedor, o que nos pareceu suspeito. De fato, ao procurarmos uma delegacia, a Polícia nos confirmou que se trata de um golpe.
Enfim, espero contribuir para aumentar (ainda mais do que já estava) a cautela dos turistas em metrôs pelo mundo afora. Ressalto, também, que esta mensagem não pretende desestimular a visita dos leitores a Buenos Aires, que é uma cidade muito rica em termos de turismo cultural e gastronômico. Nossa viagem terá duração total de 20 dias.
Abraço e parabéns pelo blog.
Nossaaaaa!!! Tô salivandooooo!!!
Chamei meu marido pra ver o post e qual foi o comentário dele: Quando vamos a Bs As de novo?
Isso pq fomos em janeiro e em julho!!!
Se vc tivesse feito esse post em julho, com certeza teríamos feito o Parrilla Tour…
Bjs!!!
Olá, Mariana,
Adorei a dica da parrillada tour, mas o site está em inglês e eu não compreendo nada.
Tem como você me explicar melhor?
Obrigada,
Ju
Oi Ju, entao, é do jeitinho que expliquei no post. Qualquer dúvida, manda um email para eles. Ah, tb tem a opçao de traduzir o conteúdo do site para português usando o tradutor do dseu navegador ou o Google translate mesmo.
Legal, Olívia! Deixa agendado para a próxima.
Que chato, Lézio. Obrigada pelo alerta.
[...] The Parrilla Tour: um passeio por parrillas da cidade. [...]