Sempre fico impressionada com o poder das tempestades aqui em Buenos. De uma hora para a outra, o mundo cai, é raio adoidado e trovão pipocando a torto e a direito.
Hoje foi mais um desses dias loucos. A chuva me pegou na saída do supermercado, mas de tanto ouvir que eu não sou feita nem de papel nem de açúcar, resolvi encarar o temporal pelas duas quadras que separam minha casa da saída do supermercado Coto. Fiquei ensopada, meu guarda-chuva virou pelo avesso e acabou sendo abandonado no caminho. Atravessando a rua para chegar em casa, perdi o pé esquerdo do meu par de havaianas todo trabalhado e decorado com miçangas, que comprei na mão da manicure da minha mãe láaaaa no Brasil.
Como a brasilidade já tinha ido mesmo por água abaixo, quem me consola é o mate argentino que estou tomando agora. O mate é como se fosse o chimarrão dos gaúchos, só que, na minha opinião, é melhor (ahaha, não me matem!). A erva-mate que tenho em casa é orgânica, original de Misiones, vem na embalagem de papel reciclado e foi presente da querida Mariana Bernal, que entende das coisas boas.
Quando tomo um mate, é inevitável não pensar em como gosto de morar aqui…. O mate é mais que uma bebida, acho. Para os argentinos, o mate chega a ser uma companhia, um amigo, até. Acho engracado ver que em inglês, mate (pronucia-se meit) significa exatemente isso: amigo, companheiro. Ai, ficou brega? heheh deixa assim mesmo.
Não tomo todo dia, acho que uma vez a cada 3 meses, talvez. Mas gosto assim, fica sendo mais especial.
Apesar do temporal de hoje, a primavera está por aí, dia sim, dia não, fazendo a felicidade da gente. Amei esse post da Bili, garota portuguesa que não conheço, mas acompanho pelo blog, com fotos dos Jacarandás porteños floridos (Alô, Bili!). Essa semana, eu também tirei uma foto da tal da árvore lilás que enfeita Buenos Aires na primavera.

Esse prédio com cara de construção grega é a Catedral Metropolitana, que fica na Plaza de Mayo, pertinho da Casa Rosada. A foto foi tirada pela janela do ônibus 24, que vai de Villa Crespo a San Telmo em 40 min, se tudo der certo.
Ah, o título do post é inspirado nessa canção aqui, que não sai da minha cabeça hoje. Linda permormance do ídolo argentino, Sandro, el Gitano, o Elvis dos Pampas. Mi amigo, el Puma no youtube.











Nossa. Tá passando na TV como Palermo ficou inundado. Bizarra essa chuvinha, hein?
Quanto ao mate, ainda não provei. Mas tomava chimarrão, quando estava em Porto Alegre.
nooooooo sandro nooo /o\
Ah, o mate… Eu sou gaúcho e não gosto muito de chimarrão, o que gera problemas muito sérios aqui nestes pampas… Recusar um mate pode parecer uma falha moral, um ataque às tradições, hehe. E o mate argentino é fooorte! Nós gaúchos que tanto nos orgulhamos do “mate amargo” temos na realidade um chazinho de camomila perto do mate argentino. Mas talvez sejam apenas as minhas papilas gustativas falando, e não a realidade. De qualquer forma, eu acho muito interessante o ritual do mate e a aproximação entre as pessoas. Outro post interessante! Desde o teu primeiro post a qualidade só aumenta!! Parabéns! Abraço!
Querida Mariana, que bueno leer – a mi media lengua tu relato – .
Las calles de Buenos Aires son especiales un dia de lluvia, hay baldosas que apenas las pisas, se revelan y te salpican, manchandote justo el pantalon limpio!!!
Y respecto al mate… lo es todo!!!
Como se extraña a Vero y Charly en juntarnos a varios!!! Saludos!! Patricio
I added your blog to bookmarks. And i’ll read your articles more often!
ja tentei várias vezes e não gostei… argentinidad al palo.
Quem é do sul do Brasil não se assusta com o mate. Na minha cidade natal, onde não moro há muito, chimarrão (quente) ou tererê (gelado) é mais que uma bebida, é um agregador social. É interessante. Eu gosto muito e bebo até mesmo no calor, mas só lá… rs.