O dia hoje tá horrível e aquela animação toda por causa da primavera, foi pro saco. Logo, falemos sobre ontem.
Tive que ir ao Centro, o que é um verdadeiro evento para mim, pessoa sortuda que só tem que ir lá uma vez a cada… sei lá… 2 meses? Como é que tem gente que MORA no Centro, hein? Tive que ir lá para fazer dois trámites (papelada, burocracia, horas na fila, fotocópias, etc), o primeiro deles no Bajo, que é como os portenhos chamam a área da Avenida Alem e do Paseo Colón que, claro, ficam na parte mais baixa da cidade (tem até ladeira, vejam só), perto do rio. Como o segundo trámite era lá pela Bernardo Yrigoyen, resolvi atravessar San Telmo a pé, caminhando pela Calle Chile. Ai ai ai que passeio mais agradável. Quase nunca vou a San Telmo assim, dia de semana, de tarde, sem motivo. Adoro a Feria de la Plaza Dorrego, que acontece todo domingo, assunto para outro post.
Subi a Calle Chile devagar, pelo lado do passeio que batia sol e me surpreendi com a quantidade de turistas que circulam nesse bairro em dias normais. Por ser hora de almoço, as mesinhas da calçada das dezenas de restaurantes e cafés abrigavam uma mistura interessante de estrangeiros e gente de negócios que trabalha na área financeira do Downtown. Havaianas e terno e gravata. 
Mais adiante, encontrei querida Mafalda! Já sabia que tinham colocado uma estatuíta de Mafalda sentada num banquinho, bem em frente do prédio onde o Quino (pai da personagem) morava antes de se mudar para a Itália. Que fofa, Mafaldinha! Quero ir lá de novo pra tirar uma foto melhorzinha, abraçando-a com carinho. Fica bem na esquina entre as calles Chile y Defensa.
Um quarteirão (ou dois?) mais e vi esse simpático café, chamado La Poesía. Com esse nome, poderia eu não entrar?
O lugar é antiguinho, a garçonete meio chata, mas tem um tiozão de bigode bem legal que me atendeu. No cardápio, dezenas de sanduichões diferentes, bem no esquema cantinona botequim portenho. Pedi um de presunto parma, queijo, alface, palmito e pickles no pão caseiro. Era maior que a minha cabeça. Suquinho de laranja delícia. Outra vez, estrangeiros jovens e engravatados dividindo o mesmo espaço. Tocava um tango bem lindinho, de uma gravação antiga. E desconfio que era LP mesmo, de vinil.



Sanduíche + suco – 21 pesos











Poxa, Mari! Você veio aqui do ladinho do meu trabalho e nem falou nada? Te levaria pra fazer um tour dia da semana em San Telmo, ora!
Enfim, bjns!
Tá valendo o preço do lanchinho.
Adoro Santelmo dia de semana. Se fosse pra morar no centro, escolheria ficar por lá mesmo.
Querido!!! Foi mesmo, na prox te chamo para um cafe (sem pedos!!!).
Nossa! E não é que a garçonete do La Poesía também foi chata comigo?
Seria a mesma??? rs.
Beijos.
Olá querida conterranea. Estive ai a 20 dias, hotel Castellar na Av. de Mayo e, sem saber do seu, já nosso Querido, remarquei lá mesmo no Castellar para 16 de dezembro… Pena o espaço de vcs ali não ter um café para ser um centro brazuca na portenha; já pensou nisso, uma embaixada informal e puramente cultural? Em tempo: Desde ontem, feriado aqui no Brasil que só pesquiso sobre BsAs, e vc, muito simpática com um texto ótimo, e sabendo ser publicitária tb, vê com bons olhos o marketing promocional por ai? Ele cresceu muito no mundo todo… Abraços ao casal! Ah, quase esqueci de dizer: Tive uma pousada em Paraty, nos idos 90′s, na época detestei, (acho que apesar de ser no centro histórico, ela era muito apertada nas suas áreas comuns, aps não, esses eram amplos; a Candeias; hj até sinto saudades heheh!