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Dia de quarta agora é meu dia de folga. Quarta e sábado, desde que a Marília Cavalheiro – sim, ela é irmã do Marco, do Buenos Aires Dreams – começou a trabalhar com a gente aqui no hotel Querido. Mas sábado é folga conjunta com o namorido. E quarta, a folga é minha, só minha.
Portanto, é meu dia de desfrutar da minha simpática companhia e passear por aí.
Na quarta passada, fui admirar a coleção de primavera das minhas lojinhas preferidas da cidade e pude me dar ao luxo de almoçar num lugar, digamos assim… com mais frescura, desses em que o nome/descrição dos pratos ocupam duas linhas no cardápio e incluem ingredientes como rúcula, camembert, salmão defumado e coisas do gênero.
Para inaugurar meus luxos de quarta, escolhi o Mott, ícone de Palermo Soho!

Ah, a Bokura, loja vizinha do Mott, vale muito uma visita.
O Mott é um dos restaurantes da moda que enfeitam Palermo e tem menu executivo nos dias de semana (em torno de 50 pesos com prato principal + bebida), mas como era dia de extravagância, pedi foi fora do menu mesmo.
Para beber, uma taça de Don David Torrontês (branco) que, para quem não sabe, é a segunda variedade de vinho mais representativa da Argentina, depois do conhecidíssimo Malbec (tinto). Mas, ao contrário deste, que vem de Mendoza, o torrontês é produzido no norte do país, na região de Cafayate. E caiu bem, mas muuuito bem, geladinho nesse comecinho de primavera.
Como todo bom restaurante portenho que se preze, o Mott serve uns pães maravilhosos de entrada.

Pão e vinho enquanto lia as notícias do mundo de lá.
Pedi uma das especialidades da casa: Salmão do Pacífico, com molho de ervas, duo de purês e mini tortilha de batatas. Não falei que a descrição era linda?

O salmão veio no ponto, cada detalhe da apresentação do prato estava perfeito, a combinação de sabores e leveza, nota 10.

Imaginando esse bar de noite…
Conta (prato+vinho) – 70 pesos
Mott Cocina de Mercado (clica no link, o site é muy bueno!) – El Salvador 4685, Palermo Soho
Para quem está de passeio pela cidade nesse fim de semana, vai uma dica legal, o evento Vida Brasil, nos dias 03 e 04 de setembro, no Auditório Buenos Aires, no Buenos Aires Design da Recoleta (Av. Pueyrredón 2501). Entradas gratuitas.
Mais informações: http://www.vidabrasil.tv

Mil desculpas, mas é que agora, desde que o meu filho nasceu abrimos o hotel, fica bem difícil encontrar tempo para o blog.
Nas primeiras semanas, eu ainda tinha condições de escrever os posts durante a madrugada, tudo para não deixar vocês na mão. Mas agora, minha madrugada é realmente a hora do sono dos justos.
Mas não se preocupem porque esse blog não será abandonado, de jeito-maneira.
Pelo menos duas vezes por semana eu entro aqui para dar um oi nos comentários e responder cada um deles… São mais de 50 por dia! Levo duas horas para responder tudinho…
Além disso, sente o drama: falta menos de 2 meses para o meu casamento (sim, vou casar!)!
E o Querido esteve praticamente lotado durante todo julho e agosto, sem um dia que fosse sem nenhum hóspede – louvado seja! Mereço o perdão de todo mundo, né mesmo?? Hum.
Estou tentando me organizar e sistematizar melhor o blog. Resolvi, por exemplo, que é melhor ser mais seletiva na hora de responder comentários e dar preferência aos que fazem perguntas cujas respostas não estão nos posts antigos do blog. Portanto peço a colaboração de vocês para dar uma futucada nos arquivos aqui do blog antes de passar a batata-quente para mim… Vou tentar organizar melhor as categorias etc para facilitar ainda mais a vida de todo mundo.
Outra coisa, infelizmente eu não tenho como montar roteiros personalizados para ninguém. Mostro aqui um cardápio vastíssimo de opções, para que cada um possa armar seu próprio roteiro. Já pensou se eu fizer para um e todo mundo quiser? Seriam 60h por dia na frente do computador! E de graça! Também não tenho como responder dúvidas pelo meu email particular, nem pelo msn, sorry. Mas é que não dá tempo meeeesmo, pessoal, só sou uma.
Ah, e quem quiser consultar sobre o Querido, por favor, mandar email direto para o hotel info@queridobuenosaires.com Por qnquanto, o hotel continua sem site (ai ai, quero um dia com 50h) mas tá presente lá no facebook. Não adianta consultar pelos comentários pq aí que me desorganiza toda, ai ai.
Desculpem o desabafo, mas tava na hora de botar ordem nesse barraco.
Deixo o link para as dicas da Lu Malheiros sobre como usar um blog de viagens, achei bem divertido =)
Ah, e para que estiver com saudade de mim, fui entrevistada pelo Buenos Aires Dreams. O tema? Buenos Aires, claro.
Em contra-partida, prometo fazer o IMPOSSÍVEL para postar pelo menos uma vez por semana.
Uma das melhores coisas de ter um hotel em Buenos Aires é o constante aprendizado.
Por morar aqui, já tenho meus lugares preferidos e dificilmente saio para arriscar um lugar novo.
Com os vinhos, por exemplo. Sempre compro no supermercado, incluindo-os nas compras do mês (um verdadeiro privilégio, lo siento). Afinal, ao contrário de quem está aqui a passeio, não preciso que os embalem em caixas, pra viagem. Nem sinto a necessidade de provar antes de comprar, pq já o faço bastante nos restaurantes e casas de amigos hohoho!
Foi quando a Ju e o Zanuto – um casal de hóspedes daqui do Querido que já consideramos nossos amigos – me recomendou a loja Winery em Palermo. Gostaram tanto do lugar que trouxeram para o Querido um monte de cartões da loja para deixar aqui na recepção e passar a boa-nova para os outros hóspedes.
Semana passada, tive um tempinho de folga e passei por lá para conferir. Grata surpresa! A Winery é linda demais! E mal entramos, fomos super bem recebidos com uma taça do delicioso Humberto Canale Estate (que tivemos o prazer de provar na semana anterior, quando fomos presenteados com uma garrafa do mesmo por outros hóspedes-amigos, João e Ivan).
Quem atendeu e conversou com a gente foi o Andrés, que é bem simpático e sabe tudo de vinhos. O que mais gostei é que senti honestidade, sabe? Ele não vai recomendar apenas os vinhos mais caros, não. Até porque a loja tem de tudo, desde o popular – e delicioso – Callia (16 pesos) até vinhos de alta gama como o aclamadíssimo Locura (600 pesos). Estão lá a linha Alamos, Escorihuela Gascón, Alma Negra, vinhos da Bodega Septima, o delicioso Crios Rosé que eu amo, os excelentes Don David e Luigi Bosca, além de vinhos que eu não conhecia como o Lagarde e o Tapiz. Tem de tudo: Malbec, Cabernet, Merlot, Pinot Noir, Merlot, Chardonnay, Sauvignon Blanc, De Mendoza, de Salta, de San Juan e até da Patagonia!
Tenho que voltar lá para comprar uma garrafa do premiado Amalaya Colomé, cuja safra 2007 abocanhou 91 pontos no Wine Spectator e que ainda não tive a honra de experimentar.
A vantagem de comprar em uma vinheria é que você pode comprar vinhos por caixas (o que segundo a tradição aqui, dá sorte!) montando a caixa com os vinhos que você escolher. Ou seja, já vão embaladinhos e protegidos para a nova casa deles, no Brasil!
  
  
A loja /A minha fraqueza, os rosés / As caixas de madeira / Os premiados da Bodega Colomé / Saint Felicien comemorativo do Bicentenário argentino / Os vinhos mais vendidos de junho
Atenção: Os vinhos devem ser DESPACHADOS como bagagem. É proibido levar líquidos na bagagem de mão, com exceção do que for comprado no Free Shop
A Winery é uma rede de lojas, mas essa aqui, que e a menina dos olhos da rede, fica na Av. Juan B. Justo, esquina con El Salvador.
Gente, como vocês já sabem, não ganho nada para escrever esses posts não. Mas se você passar por lá, fala pro Andrés que vocês leram sobre a loja aqui. Ele vai gostar de saber. Quem sabe um dia não rola uma promo especial para os leitores do blog, hein?
Uma das melhores coisas de ter um hotel (e também um blog) em Buenos Aires é o constante aprendizado.Por morar aqui, já tenho meus lugares preferidos e dificilmente saio da minha zona de conforto para arriscar um lugar novo.
Com vinhos, por exemplo. Sempre compro no supermercado, incluindo-os nas compras do mês. Afinal, ao contrário de quem está aqui a passeio, não preciso que os embalem em caixas, pra viagem. Nem sinto a necessidade de provar antes de comprar, pq já o faço bastante nos restaurantes e casas de amigos hohoho!
Foi quando a Ju e o Zanuto – um casal de hóspedes daqui do Querido que já consideramos nossos amigos – me recomendou a loja Winery em Palermo. Gostaram tanto do lugar que me trouxeram um monte de cartões da loja para deixar aqui na recepção e passar a boa-nova para os outros hóspedes.
Semana passada, tive um tempinho de folga e passei por lá para conferir. Grata surpresa! A Winery é linda demais! E mal entramos, fomos super bem recebidos com uma taça do delicioso Humberto Canale Estate (que tivemos o prazer de provar na semana anterior, quando fomos presenteados com uma garrafa do mesmo por outros hóspedes-amigos, João e Ivan).
Quem atendeu e conversou com a gente foi o Andrés, que é bem simpático e sabe tudo de vinhos. O que mais gostei é que senti honestidade, sabe? Ele não vai recomendar apenas os vinhos mais caros, não. Até porque a loja tem de tudo, desde o popular – e delicioso – Callia (16 pesos) até vinhos de alta gama como o aclamadíssimo Locura (600 pesos). Estão lá a linha Alamos, Escorihuela Gascón, Alma Negra, vinhos da Bodega Septima, o delicioso Crios Rosé que eu amo, os excelentes Don David e Luigi Bosca, além de vinhos que eu não conhecia como o Lagarde, Susana B., Clos de los siete, Benegas, Siesta, La Flor e Tapiz.
Tenho que voltar lá para comprar uma garrafa do premiado Amalaya Colomé, cuja safra 2007 abocanhou 91 pontos no Wine Spectator e que ainda não tive a honra de experimentar.
A vantagem de comprar em uma vinheria é que você pode comprar vinhos por caixas (o que segundo a tradição aqui, dá sorte!) montando a caixa com os vinhos que você escolher. Ou seja, já vão embaladinhos e protegidos para a nova casa deles, no Brasil!
A loja tem ainda decantadores, taças lindas de cristal e um mundo de acessórios para
vinhos, além de vodkas, cervejas, licores, whiskies e espumantes do mundo todo.
Gente, como vocês já sabem, não ganho nada para escrever esses posts não. Mas se você passar por lá, fala pro Andrés que vocês leram sobre a loja aqui. Ele vai gostar de saber. Quem sabe um dia não rola uma promo especial para os leitores do blog, hein?
Rá. Estava eu bem no meio do rascunho deste post quando vi no blog do Ricardo Freire (again, I know…) um post muito oportuno que dá dicas de como evitar receber notas falsas em taxis em Buenos Aires.
Eu mesma já ganhei de presente uma nota de 5 falsérrima, com tinta borrada e tudo e só percebi quando era tarde demais. Acho fundamental reservar dinheiro trocado (notas de 5, 10 e 20 pesos) para pagar os taxis, evitando a todo custo pagar com 50 ou 100. Muitos taxistas, inclusive, irão reclamar – e muito – se você quiser pagar com um billete de cien. Afinal, conseguir troco nessa cidade é tarefa difícil.
Ponto para quem dá o endereço como o Ric fala, à la portenha: falando a calle (rua) e a transversal correspondente. Se você não tem como ficar consultando o GoogleMaps a cada vez que sair na rua, invista numa Guia T, que é um livrinho que tem todas as ruas da cidade e que é vendido em bancas de revista por mais ou menos 10 pesos. A Guia T vai ser sua melhor amiga em Buenos, pode ter certeza. Vem também com um mapinha do metrô, rotas dos ônibus e endereços dos pontos turisticos, embaixadas, museus, teatros e cinemas.
Fiquei sabendo também, por alguns hóspedes aqui do Querido, de um outro tipo de tentativa de golpe: alguns taxistas tentam desmerecer o lugar para o qual você está indo – seja um restaurante, show de tango ou hotel – criticando a comida, o serviço e a localização do mesmo para, logo depois, oferecer a você uma outra opção que, segundo eles, es mucho mejor. Claro, eles recebem comissão desses lugares.
Ou seja, você pesquisou bastante sobre a cidade, leu mil sites, anotou centenas de dicas, colheu recomendações com seus amigos e familiares sobre certo hotel ou restaurante e agora vai cair na conversa de taxista? Nã-nã-ni-nã-não. Confie no seu taco e insista em manter a sua decisão.
Mas, olha, gente, não precisa ter medo dos taxis aqui, não. Por experiência própria, garanto que é muito mais frequente cair num golpe de taxista no Rio, Salvador ou Campo Grande que aqui. Além do quê, pegar taxi na capital argentina vai ser parte integrante da sua viagem, afinal é barato e agradável. A maioria dos motoristas é simpática e conversadora, além de já terem tido uma namorada brasileira nas férias de 92 em Santa Catarina.

Agora, é aquela coisa: você fica dando detalhe da sua vida para estranhos na rua? E por que vai dar para o taxista?
Outros conselhos:
- Se não quiser ficar catando taxi na rua deserta depois daquele jantar que terminou tarde, peça ao garçom para chamar um taxi para você assim que pedir a conta. É normal fazer isso aqui.
- Se não tiver mesmo trocado, ligue para uma empresa de taxis (peça recomendação na recepção do hotel) e peça troco para uma nota de 100. Assim, eles já mandam o motorista preparado.
- Na sua viagem de volta para o aeroporto, se você estiver voltando com mais bagagem que o normal (o que provavelmente vai acontecer) avise à empresa de taxis. Muitos taxis aqui são à gás e o cilindro ocupa todo o bagageiro.
- Alguns taxistas fumam no taxi sem pedir licença mesmo , outros perguntam se podem fumar, outros te oferecem um cigarro. Também têm alguns não-fumantes por aí.
- Dica de ouro: um taxi está livre unicamente quando a luzinha vermelha está acesa. Nem adianta acenar para um taxi se não for o caso. Mesmo que não tenha passageiro dentro, se a luz estiver apagada, é porque o taxista está indo buscar passageiro.

Ah, falando em taxis, olhem que legal o blog da Layne Mosler, jornalista americana. Ela fez a seguinte experiência: todas as noites, pegava um taxi nas ruas de Buenos Aires e pedia ao motorista que a levasse no restaurante preferido dele. Uma aventura e tanto.
E mais: Carlos Guarella, taxista e colunista do La Nacion, contando curiosidades sobre Buenos Aires.
UPDATE: Ah, confiram esse link sobre as artimanhas dos taxistas que levam enganam turistas que querem conhecer o Corcovado. Disso, eu nunca vi aqui.
Gente, desculpem a cara de pau, mas é que tá me faltando tempo pra escrever um post, digamos, mais personalizado.
Fato é que estamos com 100% de ocupação do Querido esses dias e minha atenção está toda concentrada nos nossos hóspedes. Estamos muito felizes em ter conseguido esse resultado tão rapidamente. Obrigada a todos os leitores do blog pelo interesse no nosso hotel e por nos recomendar para amigos, colegas e familiares.
Mas depois falo mais sobre isso. Afinal, o que todo mundo quer saber agora é onde assistir os jogos da copa aqui em Buenos Aires.

Vi muita coisa bacana em outros blogs e só copiei e colei mesmo!
Buenos Aires Dreams indica o Hard Rock Café da Recoleta
Dicas dos Argentinos: a lista de lugares recomendados pelo site local Glamout
Tenho tambem algumas poucas dicas. Mas olha, gente, não sei quanto custa, não sei o que tem de comida, se tem que reservar antes, não sei quase nada. Recomendo ver bem o site e ligar antes para se informar melhor, combinado?
Bares e Restaurantes brasileiros: Me Leva Brasil, Devenir e Maluco Beleza
Para ver com gente do mundo todo: Kilkenny, Sugar Bar
Perto dos outlets de Villa Crespo: Café Kroc (esquina da Serrano e Gurruchaga ) e Pizzaria La Continental (Avenida Corrientes 5600)
Clássico dos clássicos: Locos por Futbol, na Recoleta
Vale lembrar que o legal da Copa – principalmente quando se está turistando no país dos nossos arqui-rivais futbolisticamente falando – é a alegria, a celebração, o fair play.
Provocação, briga e confusão só fazem tirar o brilho de tudo. Portanto, todo mundo se comportando direitinho, viu?
Atendendo a pedidos, uma listinha das lojas mais legais para se comprar coisas para a casa e elementos de decoração em Buenos Aires, não só para crianças/adolescentes mas também para quem está montando casa nova ou para quem simplesmente enlouquece em lojas de decoração e adora dar presentes para o próprio lar-doce-lar na volta de cada viagem, como eu.
- Falabella (Calle Florida, 202) É campeã, é campeã! Pelo preço, pela variedade, pela originalidade das coisas, a loja de departamentos Falabella é imbatível. Até as forminhas de gelo conseguem ser interessantes.
- Morph (Shopping Buenos Aires Design, Recoleta) Tem loja da Morph em quase todos os shoppings da cidade, mas a da Recoleta é a maior de todas: desde móveis até palitos de sushi de acrílico fluorescente, aqui você encontra de tudo, sempre com um toque de criatividade. Muita coisa bacana para criança também.
- L’Ago (Calle Defensa, 919, San Telmo)Loja preferida da minha mami que não resiste nem passar pela frente, mesmo que várias vezes no mesmo dia! A L’Ago tem objetos bem-humorados, criativos e fofos demais. Aos domingos, muita gente. Mal dá para ver as coisas direito.
- Tienda Palácio (Honduras 5272, Palermo / Defensa 926, San Telmo) – mais cool, mais fashion, mais moderninha, a Palácio é de encher os olhos. Os preços não são o forte da casa, mas que fz a gente sonhar, isso faz.
- Tienda Malba (Av. Figueroa Alcorta 3415) – A lojinha do Malba (Museu de Arte LatinoAmericana) faz a cabeça dos amantes das artes e do design de plantão. Coisa de artista mesmo. peças exclusivas, de designers argentinos renomadíssimos. O investimento é alto, coisa para aficcionados.
  
Besteirinhas como saleiro&pimenteiro, vasinho de flor e paliteiro com um humor! Tudo da Tienda Palacio.
Desde que compramos a casa onde hoje funciona o Hotel Querido, o bairro de Villa Crespo não pára de crescer nem de surpreender. Além dos muitos restaurantes legais e honestos que ainda mantém seu clima de bairro tranquilo e residencial, Villa Crespo é meu bairro do coração e o lugar que escolhemos para abrir o Querido. Querem saber o que tem de legal para se fazer aqui? Dá uma olhada então nesse roteirinho!
10h – A primeira parada é bem providencial: passar pelo Banco Piano e conseguir um dos melhores câmbios da cidade. A cotação do Real por lá é sempre muito boa. Para conferir a cotação do dia, entre no site do Banco: www.bancopiano.com.ar
Lembre-se que para fazer o câmbio, você vai precisar apresentar passaporte ou carteira de identidade + cartão de entrada no país, que você vai receber na Imigração, quando fizer o desembarque no aeroporto.
11 h – Já com a carteira recheada, chegou a hora de se jogar nos outlets de Villa Crespo! Vá direto para a esquina das ruas Aguirre e Gurruchaga e se entregue sem culpa ao consumismo desenfreado. Para as senhoritas: não deixem de andar um pouquinho mais pela Aguirre, saindo do miolinho de maior concentração até chegar na loja Rapsodia, loja feminina famosíssima por aqui. Roupas muito charmosas que valem a pena. Para os senhoritos: saiba que essa região é o paraíso das lojas masculinas: Lacoste, Yves Sain Laurent, Daniel Hechter, New Man, Wanama, Bolivia, Wrangler e várias outras.
14h – Saco vazio não pára em pé – já dizia minha avó – ainda mais quando está carregando um monte de sacolas. Faça uma pausa para o almoço porque, acredite, os outlets não vão sair dali. Recomendo ir caminhando pela Velasco, até chegar no número 401, onde está o restaurante mais queridinho do bairro e da dona deste blog: o Salgado Alimentos! Massas de primeira qualidade, ambiente original, vinhos muito bons, precinho campeão.
16h – Pronto. Depois desse almoço dos deuses, dá pra voltar pra Aguirre mais tranquilo e comprar todas aquelas coisas nas quais você ficou pensando enquanto almoçava.
17h – Pausa para um cafezinho no Café Kroc, que fica bem na esquina de Velasco e Gurruchaga. A pedida é o clássico Cortado en Jarrito (pingado), acompanhado de medialunas (croissant) no fim da tarde.
19h – Se você fez a sua reserva no Querido, se deu bem, já que depois de bater muita perna, você agora está pertinho de casa. É hora de descansar: uma siesta em uma cama gostosa, com a calefação ligada e na companhia de quem a gente mais gosta é tudo de bom depois de um dia de muitas compras.
 
20h30 – Tava pensando que acabou? Nada disso: se prepare para uma das melhores refeições que você fará nessa cidade. O restaurante de comida armênia Sarkys é um dos mais concorridos da cidade. E sabe quem é o público principal? Os argentinos mesmo, gente local que sabe apreciar boa comida por um preço justo. O lugar está lotado de segunda a segunda, todos os dias do ano. Um verdadeiro case de sucesso. Para não pegar fila, a dica é chegar cedo, na hora que o restaurante abre, 20h30.
23h – Ainda tem fôlego? Um último drink para finalizar? A pedida é o bar 878, que fica bem pertinho do Sarkys.
Na fachada, nenhuma sinalização, apenas um porteiro do lado de fora.
Por trás da grande porta de madeira, uma grata surpresa: bar lindo, gente bacana, ótimos drinks e cervejas especiais (a Otro Mundo é minha preferida).
Você pode voltar a pé para o Querido: o bar fica apenas a dois quarteirões daqui.
10h – Depois de uma boa noite de sono e de um café da manhã reforçado, ainda tem mais uma dica de compras aqui pelo bairro: é a Calle Murillo, onde você pode encontrar ótimas jaquetas de couro. Para mim, a loja 666 é a mais legal de todas.
14h – Para pegar mais leve no almoço de hoje, sugiro o Le Blé, um café super charmoso com ares de café parisiense reina na esquina das ruas Vera y Dorrego. Nos fins de semana está sempre cheio: os portenhos acordam tarde e tomam café da manhã na hora do almoço. O bom do Le Blé é isso, você pode tomar café, lanchar ou almoçar qualquer hora do dia que ninguém vai te julgar, tá? O bagel de salmão e a hamburguesa da casa são excelentes. Se você gosta de chá, prove um aqui. Muffins para acompanhar, por supuesto.
 
15h – Se a sua sede de compras ainda não terminou, sua última chance é a Avenida Córdoba, que já teve épocas melhores, é verdade, mas guarda tesouros como o outlet da marca feminina cool Complot , Adidas e Levi’s.
16h – De passagem pela Córdoba, que tal provar um autêntico sorvete argentino? Na Scannapiecco, os sorvetes são feitos artesanalmente, com receitas que passaram já por 3 gerações. O lugar é simples, meio antigo, nostálgico, nada a ver com as grandes redes de sorveteria. Garanto que você não vai esquecer o gosto do Dulce de Leche Granizado por muito tempo…
  
21h – Mais uma opção alternativa ao bife de chorizo: comida indiana de verdade no Katmandu. Pratos deliciosos para todos os gostos e, para os vegetarianos então, ótimas opções. Recomendo pedir o Menu Degustación, que traz um pouco de todos os pratos do cardápio e dá para duas pessoas. Assim você conhece de vez essa cozinha tão interessante.
Cristiane Fontinha é leitora do blog, passou pelo bairro e deixou um relato fofo aqui. Visitou Villa Crespo e gostou? Conta pra gente!
Endereços:
Banco Piano – Av. Scalabrini Ortiz, 381
Salgado – Velasco 934
Sarkys – Thames, 1101
Le Blé – esquina de Dorrego e Vera
Scannapieco – Av. Córdoba, 4826
Katmandu – Av. Córdoba, 3547
Bar 878 – Thames 878
O Riq Freire deu um show com o post (e a matéria) que fala sobre um mal que acomete muitos dos viajantes: o overplanning, ou overdose de planejamento e de informação.
Dá uma olhada nesse trecho:
É difícil evitar: quanto mais você planeja uma viagem, mais coisas surgem para fazer; mais lugares parecem imperdíveis. Na era dos blogs, dos fóruns de viajantes, do conteúdo de turismo distribuído de graça por guias e jornais na internet, quem busca informação pode acabar soterrado por uma avalanche de dicas.
Tentar encaixar todas essas descobertas no seu roteiro é fatal para qualquer viagem. Pouco do que parece factível no papel costuma resistir aos contratempos da vida real. Saiba como não acabar numa dessas categorias de turistas overplanejadores (não deixe de ler o post inteiro aqui)
Vejo que em alguns comentários aqui no blog, as pessoas estão sedentas de mais e mais informação. Natural. Todo mundo quer saber direitinho onde ir, o que fazer, como comprar etc. Mas deixando a ansiedade de lado, minha melhor dica sobre Buenos Aires é: deixe a cidade te levar!
Não sei se alguém aqui já tentou fazer uma aulinha básica de tango alguma vez na vida. Eu sim, logo quando cheguei aqui. Nos primeiros 15 minutos, levei logo uma baita bronca do professor: Dejá que te lleve!!!
Para quem não sabe, no tango, mulher não dá pitaco. Com uma leve pressão feita com a mão do homem nas costas/cintura da mulher, é ele quem vai dando as ordens, sem quem ninguém perceba.
Buenos Aires te bota no colo.
Pois é. O segredo é esse. Aprenda a parte técnica, claro. Onde fica tal coisa, como se localizar na cidade, o que Buenos Aires oferece, etc. Mas deixe que a cidade te leve sem pressa, deixe-se seduzir pelas pequenas ruas e cafés não-famosos que nem eu conheço, arrisque um prato novo, além do bife de chorizo, se o show de tango não tem mais lugar no dia que você quer, faça uma aula rapidinha e dê você mesmo o seu show. Curta o seu tempo, faça um almoço longo, regado a muito vinho – prove o vinho branco também pois a vida nao é feita apenas de Malbecs – , sente no banco da praça, observe as pessoas…
Afinal, viagem é para relaxar e não para viver naquela correria.
E você não precisa seguir tooodas as dicas de toooodos os seus amigos.
Afinal, Buenos Aires tá tão pertinho que eu tenho certeza que você vai voltar outra vez. E mais outra e outra…
Acho que uma das coisas que mais gosto sobre escrever este blog é poder ler todos os comentários deixados aqui. Sei que tem muita gente que lê blogs e não comenta (eu geralmente sou uma dessas pessoas), mas muitas outras, graças a Deus comentam e muito! Acreditem: são esses comentários que alimentam esse blog.
Adoro quando as pessoas – mais do que perguntar por outras informações – voltam aqui depois da viagem e compartilham suas próprias descobertas sobre Buenos Aires com os outros leitores. Isso deixa o blog muito mais rico. Assim, acaba funcionando como uma grande comunidade, onde todos podem trocar informações úteis e dicas sobre Buenos Aires.
Através do blog, conheci o Marco, do Buenos Aires Dreams e a Fernanda, do Buenos Aires para niños (muito útil para quem visita Buenos Aires com crianças).
Essa semana, também por causa dos comentários, acabei conhecendo dois outros blogs maravilhosos sobre a cidade: o Aquí me Quedo, com a Gisele Teixeira e a grata surpresa do InSpirits, do Geraldo Filgueiras e da Maria Alejandra Ferrés, com dicas incríveis de bares & drinks na cidade.
Queria dividir esses links com vocês. E vocês, querem dividir alguma outra dica com todos nós? Fiquem à vontade, a caixa de comentários é a casa de vocês. Apresentem-se e contribuam para esse blog ser ainda mais útil para todo mundo.
Um brinde! Foto do InSpirits. Quem resiste?
Acho que uma das coisas que mais gosto sobre escrever este blog é poder ler todos os comentários deixados aqui. Sei que tem muita gente que lê blogs e não comenta (eu geralmente sou uma dessas pessoas), mas muitas outras, graças a Deus comentam e muito! Acreditem: são esses comentários que alimentam esse blog.
Adoro quando as pessoas – mais do que perguntar por outras informações – voltam aqui depois da viagem e compartilham suas próprias descobertas sobre Buenos Aires com os outros leitores. Isso deixa o blog muito mais rico. Assim, acaba funcionando como uma grande comunidade, onde todos podem trocar informações úteis e dicas sobre Buenos Aires.
Através do blog, conheci o Marco, do Buenos Aires Dreams e a Fernanda, do Buenos Aires para niños. E conheci pessoalmente e tudo, viu?
Essa semana, também por causa dos comentários, acabei conhecendo dois outros blogs maravilhosos sobre a cidade: o Aquí me Quedo, com a Gisele Teixeira e O InSpirits, do Geraldo Filgueiras e da Maria Alejandra Ferrés. Este último é escrito em espanhol e traz dicas incríveis de bares na cidade.
Queria dividir esses links com vocês. E vocês, querem dividir alguma outra dica com todos nós? Fiquem à vontade, a caixa de comentários é a casa de vocês. Apresentem-se e contribuam para esse blog ser ainda mais útil para todo mundo.
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