Fuudis é o nome do projeto de Marina Ponzi (argentina) e Anne Reynolds (australiana), duas chicas muito simpáticas. A idéia é organizar saídas gourmet que na maioria das vezes inclui até 3 restaurantes, em um roteiro temático por algum bairro de Buenos Aires para um grupo de cerca de 30 pessoas, para que o “jantar fora” de sempre seja diferente e mais divertido: você conhece 3 lugares diferentes na mesma noite e conhece um monte de gente nova, tudo isso sem ter que se preocupar com reservas nem com a conta no final, pois o preço é fixo para o “pacote” completo.
Eu e o Ali participamos do tour gastronômico por San Telmo. Adorei a idéia, pois é um bairro ao que nós não vamos muito e da lista dos 3 lugares da noite, não conhecíamos nenhum! Ou seja, seria uma noite de surpresas!
Nos encontramos com o grupo e com Marina e Anne na hora marcada e – que beleza! – todo mundo chegou na hora e começamos sem atraso.
A primeira parada foi no El Histórico. Eu não conhecia este lugar, aliás nem sabia da existência dele. Hum. E eu achando que manjo muito dos restaurantes de Buenos Aires, tsc.O restaurante funciona em um sobrado de 1860, que é tombado como Patrimônico Histórico de Buenos Aires.
Em poucos minutos, o grupo já conversava animadamente e quem nos visse de longe, com certeza acharia que já éramos todos conhecidos de longa data. Taí um ótimo programa para quem estiver viajando sozinho por Buenos Aires: sair pra jantar, conhecer pessoas e ainda praticar o espanhol.
Na nossa ponta da mesa, uma turista suíça, acompanhada de um venezuelano que era o seu anfitrião de Couchsurfing (se você ainda não sabe o que é isso, clica aqui!), um dos mais conhecidos jornalistas gastronômicos de Buenos Aires (que nos deu excelentes dicas de lugares novos para comer bem!) e duas meninas argentinas muito engraçadas.
De entrada, salada de rúcula com Parma, polenta frita al pomodoro e muzzarela a la milanesa, tudo acompanhado por uma buena copa de vino tinto.
De lá, seguimos para El Baqueano, restaurante especializado em carnes exóticas. Tinha lhama, jacaré e ñandu, além do célebre cordeiro patagônico.
Nesse lugar, eram várias as mesinhas de 4 lugares, e Anne sugeriu que sentássemos com outras pessoas, assim, todo mundo se conhecia e trocava experiências.
A comida estava di-vi-na. Com certeza voltarei para provar as outras delícias do cardápio.
De lá, caminhamos até o Tilde, para a degustação de sobremesas e café. Tudo bem tradicional e argentino: arroz con leche, flan e bastante doce de leite.
Já era quase meia noite quando a gente se deu conta de que, opa, amanhã é sábado mas a gente trabalha, já vamos indo, foi um prazer te conhecer, até a próxima. O grupo ainda continuou por lá. E de lá, terminaram esticando a noite em um barzinho de esquina em San Telmo, tomando um drink na calçada, como velhos amigos.
Acompanhe a agenda do Fuudis pelo Facebook e não perca o próximo evento. O tour de janeiro em San Telmo custou 200 pesos por pessoa, com bebidas. Mas cada tour é de um jeito e o valor pode variar.
Eu adoro a vida de bairro. Mesmo no Brasil, sempre morei em um lugar onde dava para fazer tudo a pé, o bairro da Graça, em Salvador.
Gosto de freqüentar os pequenos comércios de rua, muitos deles atendidos pelos próprios donos. Adoro dar tchauzinho quando passo, ir nos mesmos lugares de sempre e ser atendido pelo dono, que já sabe o meu nome, que pergunta como foi de fim de semana e que sempre me oferece a especialidade da casa, que “tá fresquinha, acabou de sair do forno”, nham!
Aqui em Buenos Aires não podia ser diferente. Foi por isso qua a gente escolheu Villa Crespo, não só para morar mas também para abrir o Querido.
Nesses dois anos, o bairro cresceu muito. Muitas lojas novas, a maioria delas, de grandes marcas internacionais. Mas o bairro ainda guarda seus segredos: lugares diferentes, interessantes, com alma de cidade do interior. Com um sorriso amigo do lado de trás do balcão. Por isso essa série de posts, Vida de bairro, mostrando pra vocês um pouquinho dos lugares que fazem o meu dia a dia mais feliz.
Para estrear esta série de posts, apresento a vocês La Crespo Deli, que começou como um lugar especializado em comida para levar., mas que hoje já tem algumas mesinhas para comer lá mesmo. Mas não é nada de fast food, hein! Tô falando de coisa boa, comida caseira feita com os melhores ingredientes e, principalmente, com muito amor.
Ó só que gracinha de lugar:
Toda vez que eu entro lá, sou atendida pela Clarissa, a dona, que é uma amorosa e até já se ofereceu para fazer as vezes de vó postiça pro meu filho (no dia em que em eu tiver um!) já que não temos nossas famílias aqui. Pode ser mais querida que isso?
Lá no balcão, bem à moda antiga, sempre tem um monte de delícias caseiras pra escolher.
Ah, e sempre algum brownie cortadinho, que eles oferecem para os clientes degustarem. Impossível provar e não levar um pra casa.
Acho que já provei praticamente tudo o que a Clarissa faz e TUDO é delicioso. Virou meu cantinho. É lá que eu vou pra comprar uma sobremesa de última hora pra levar para um jantar na casa de amigos, porque dá pra ser moderna sem ter que levar torta de supermercado, né?
Ó a minha lista de preferidos:
Brownie – sem brincadeira, perfeito. Molhadinho por dentro e com “casquinha” por fora.
Torta “bombón” – encomendei uma no meu aniversário do ano passado, um absurdo de torta: mousse de chocolate com base de brownie e cobertura de merengue.
Strudel de salmão e alho poro – boa pedida pra um almoço leve, acompanha saladinha do dia.
Sanduíche de pastrami caseiro – a estrela da casa e o preferido do maridão (e da clientela masculina em geral), 500grs de puro pastrami caseiro, com pickles, cebola caramelizada e mostarda dijón em pão de cereais. Daqueles que a gente gasta uns 10 guardanapos, sabe?
Triângulos de massa folhada com berinjela defumada – levinho, ótima entrada. Dá para comprar bandejas com 12, para servir em festinhas e jantares.
E absolutamente todos os biscoitinhos, cookies, alfajores e macarons, que dá para comer por lá mesmo, acompanhados por um café fresquinho e pelo bom papo dos donos. Lá você também encontra especialidades da cozinha judaica, como bagels, varenikes e knishes.
Fotos: Diego Safirsztein
Também fazem delivery aqui no bairro (e no Querido!).
Fica pertinho dos outlets, na Thames (entre Velazco e Vera), em Villa Crespo.
É a parada ideal para um lanche ou café no bairro, de segunda a sexta de 11h30 a 21h e sábados de 12h a 19h.
As propagandas argentinas costumam ser engraçadíssimas, com aquele humor bacana, que tira um sarro deles mesmos, sabe?
Olha essa aqui. É a caaaaara do “verano” portenho: nada a ver com a imagem de garotas bronzeadas de biquini que passeiam pelas TVs do Brasil em janeiro e fevereiro.
Recebi essa proposta do Marco Cavalheiro, do Buenos Aires Dreams que, por sua vez, foi convidado pelo Alexandre Costa, d´O que se Faz, para participar de uma blogagem coletiva que teve início (pelo menos para os blogs em português) com a Claudia Beatriz, do Aprendiz de Viajante.
A regra é simples: cada participante elege 7 links especiais, e convida mais 7 blogueiros para participar.
1. O post mais bonito
Gosto bastante da série de posts que fiz sobre lugares que fizeram parte dos meus primeiros encontros com o Ali (meu marido), aqui em Buenos Aires, quando nos conhecemos e começamos a sair juntos em 2005, foi legal poder dividir esses lugares que trazem recuerdos tão lindos pra mim.
2. O post mais popular O post mais lido do blog, com 94.515 visitas desde agosto de 2009 é o “Mapa dos outlets de Buenos Aires”. Deu um trabalhão pra fazer mas valeu a pena: é o post que traz mais gente e foi por causa dele que o blog foi citado no site Viaje na Viagem pela primeira vez!
3. O post que gerou mais discussão/controvérsia Todos os posts sobre os outlets. Tem gente que acha que valeu muito a pena, outros não concordam, essas coisas. Mas nunca tive que apagar comentário de conteúdo ofensivo nunca teve nenhum barraco por aqui. Que continue assim!
O que escrevi sobre o alfajor Jorgito, que é um alfajor bem normalzinho (porém, delicioso!) daqui, que não tem praticamente marketing nenhum entre os turistas acostumados a comprar outras marcas mais famosas e mais caras. O post teve 33 comentários e muita gente virou fã do Jorgito.
6. O post que não recebeu a atenção que deveria Ah, essa eu não sei… São quase 250 posts e acho que só por terem sido lidos já vale. Alguns são mais completos e mais informativos e, claro, mais lidos. Outros são mais curtinhos, às vezes só com alguma bobaginha minha… Achei que ia ter mais gente participando da série Keep Calm, mas a brincadeira teve muito mais sucesso no Facebook que comentário no blog.
7. O post que dá mais orgulho Sem dúvida, o que escrevi em abril de 2010, para contar aos leitores que estávamos abrindo o Querido (eu ainda não tinha contado nada, foi surpresa!), com as fotos e o texto todo de apresentação. São 186 comentários até hoje! Mas o mais surpreendente foi que, na semana que publiquei o post, fechamos nada menos que 17 reservas (as primeiras de todas as reservas do Querido), isso tudo antes mesmo de qualquer outra divulgação. Na verdade, nem site a gente tinha. Essa história ainda dá um case de marketing! A recepção das pessoas foi super bacana e até hoje lembro como fiquei feliz com cada comentário de incentivo que recebemos.
uma foto que nem tem a ver com o post, mas que é a cara de Buenos Aires.
Em fevereiro do ano passado, tiramos 4 diaszinhos de folga e fomos para o Uruguai. Era a minha primeira vez no paisito! E só agora, com um ano de atraso, vou contar aqui como é que foi.
(Mas primeiro deixa eu avisar que a minha expectativa com esta viagem era descansar, relaxar, pegar um pouquinho de sol e fazer as coisas sem correria.)
IMPORTANTE: Lembre-se que o Uruguai é outro país e sair de Buenos Aires para lá, mesmo que seja apenas para passar o dia, implica em passar por Imigração. Por isso, é necessário chegar uma hora antes do horário de embarque e imprescindível estar com passaporte ou, na falta do mesmo, RG acompanhado de formulário de entrada na Argentina (que você receber ao ingressar na ARG).
Nós planejamos passar 2 dias em Colônia e 2 dias em Montevideo. Compramos as passagens Buenos-Colônia-Buenos com a Colonia Express, com bastante anecedência e deixamos para comprar lá o ônibus Colônia-MVD-Colônia (a viagem dura cerca de 2h30 e sai ônibus toda hora, das duas cidades, veja os horários).
Em Colônia, a gente se hospedou na Posada Don Antonio e foi ótimo. Como a cidade é pequenininha, você realmente nem precisa de muito apoio do pessoal de recepção. Achei a ducha um pouco fraca, mas nada que estragasse a hospedagem. O café da manhã foi bem bom, os quartos eram grandes e limpinhos e passamos bastante tempo tomando um solzinho na piscina que fica no pátio.
No primeiro dia, depois de rodar bem a pracinha e achar tudo bem caro, acabamos almoçamos no Drugstore. Não foi ruim, mas eu não voltaria lá. Talvez só para tomar uma Patrícia gelada (a cerveja uruguaia). De tarde, caminhamos pelo centrinho, tomamos sorvete e depois subimos no Farol, para ver o pôr do sol. Lindo! Quando o sol vai descendo no horizonte, o skyline de Buenos Aires vai aparecendo lentamente…
Quando descemos, vimos logo um lugarzinho super bonito, com umas mesinhas na varanda e um cara bem simpático nos ofereceu uma taça de vinho da casa. Ficamos meio estranhando na hora, mas nos rendemos. Os donos do El Santo não eram nada insistentes, pelo contrário, extremamente agradáveis. O lugar era uma delícia e a trilha sonora de jazz nos conquistou. Eles servem poucos pratos, basicamente peixes grelhados (a la parrilla). Tomamos um vinho e pedimos um prato que demorou muuuuuito. Acho que demorou uma hora. Mas estava uma delícia. Aí fico com a dúvida se recomendo ou não, sabe?
No dia seguinte, acordamos cedinho e caminhamos até sair da cidade e chegar a esta prainha. Nem era nada demais, mas para uma baiana com falta de praia era um paraíso! Se eu entrei na água? Me joguei!
Lá tem um barzinho que toca ótima música e te serve cerveja gelada em baldinhos, na areia da praia.
A água do rio é morna, limpa. A praia é de areia, nada de lama nem pedrinhas.
- Tomar muitas copas de Medio y Medio, a bebida típica: 50% champagne + 50% vinho branco.
- Jantar no La Perdiz (fica em frente ao Sheraton, em Pocitos).
- Assitir a apresentação da murga Agarrate Catalina, em um dos tablados dos parques da cidade.
- Descubrir que no Uruguai tem guaraná e requesón!
Ficamos no Trouville de Pocitos, que é um hotel bem localizado, standard e correto. Mas da próxima vez, queremos conhecer a Casa Sarandí, a guesthouse da Karen e do Sérgio, um casal muito gente boa que se hospedou aqui no Querido e virou amigo da gente. Fica na Ciudad Vieja e é pensado especialmente para “viajeros independientes”. Ai ai, mal vejo a hora de voltar.
Obs: Na volta, um rolo: a Colonia Express cancelou nosso barco de volta e queria colocar a gente em outro, que só saia 8h mais tarde! Tivemos que brigar MUITO para que nos devolvessem o dinheiro, um super stress. Compramos a volta pelo Buquebus, lá na hora mesmo, tendo que pagar uma grande diferença, pois só tinha lugar na primeira classe. Mas voltamos tomando espumante e comendo canapés olhando o Río de la Plata!
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Perguntas frequentes:
- Estando em Buenos Aires, dá para ir e voltar para Montevideo no mesmo dia?
Não recomendo. É longe e cansativo demais. Acho dois dias e uma noite o mínimo.
- E para Colônia no mesmo dia?
Sim. Saindo de manhã e voltando à noite, pra poder pegar o pôr do sol lá.
Pela minha experiência, Buquebus! Mesmo sendo mais caro. De Buenos para MVD direto, vale a pena olhar os preços dos vôos da Pluna.
- Precisa comprar passagem com antecedência?
Precisa! As tarifas mais baratas acabam rapidinho. Para feriados de Semana Santa, Carnaval, Fim de Ano, quanto antes comprar melhor, porque esgota mesmo.